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SARAUS NO DISTRITO FEDERAL
19.07.2003
A Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal vem promovendo “saraus” litero-musicais nas bibliotecas públicas das cidades satélites com o objetivo de promover a cultura nas comunidades. Uma louvável e nobre iniciativa.
Os saraus fazem parte da melhor tradição brasileira, cujo apogeu deve ter acontecido no final do Segundo Império e na Primeira República.
A princípio em volta de um piano ou pianista, acompanhado de violinos e flautas, com sonatas e sonetos, duetos de músicos e poetas de inspiração clássica e romântica. Mas logo as modinhas, as polcas e os chorinhos invadiram o cenário, acompanhados por violões e cavaquinhos.
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Foto: Instagram
Apresentei-me nos saraus organizados para a Ceilândia (16/07/2003) e no Riacho Fundo (18/07/2003) com o músico George Durand, um “cantautor” cearense devotado à MPB e à música regional nordestina, acompanhado por seu violão elétrico.
Uma voz afinada, um repertório de bom gosto, com Noel Rosa, Chico Buarque, Djavan, Vital Farias, etc, além das próprias composições.
Não houve nem cachê nem transporte... Convidam geralmente os artistas e escritores que receberam ajuda da FAC (Fundo de Amparo à Cultura - GDF) para a publicação de seus discos e livros, como uma das formas de contrapartidas, o que não deixa de ser justo.
Gostei muito da experiência. Na Ceilândia, a apresentação foi no recinto da biblioteca, para uma plateia que lotou todos os assentos. Escolhi poemas de meus livros “De Crenças e Vivências”, “Brasil, brasis” e de(ainda inédito) “Perversos”.
Apareceram escritores ligados à Academia Taguatinense de Letras e cedemos a eles o espaço para que saudassem os presentes e recitassem seus próprios textos.
Em Riacho Fundo organizaram o ato debaixo de uma carpa de lona, com mesas e cadeiras, à maneira de um café-concertos. Incluí também dois poemas de “Canto Brasília”.
Nas duas oportunidades serviram refrigerantes e algum petiscos para o congraçamento, o que tornou o evento ainda mais simpático, pela oportunidade de conversar com o público.
Não importa se não vão se lembrar de nossos nomes no futuro, mas atividades com tais sempre promovem a boa música, a literatura, na hipótese mais otimista pode despertar vocações e talentos entre os jovens.
Na Biblioteca da Ceilândia dirigi-me à Estante do Escritor do DF e meu livro “Horizonte Cerrado” já havia sido emprestado uma vez...
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